"Minha imagem virtual se assemelha a de Cristo?"



Do nosso coração sai o melhor de nós, mas dele também sai o pior. O nosso coração retém e guarda todas as coisas belas, maravilhosas, as grandes lições da vida, os grandes e melhores sentimentos, as experiências vividas com amor e ternura. No entanto, nele guardamos também as coisas negativas. Quanto ressentimento, mágoa, más lembranças, situações mal vividas e mal resolvidas estão dentro do nosso coração!

Temos de cuidar bem do nosso coração, dar atenção a ele, cuidar do nosso interior. Aquilo que somos para os outros não está simplesmente na nossa face, mas vem, sobretudo, daquilo que está dentro do nosso coração.

O homem sábio, prudente e inteligente é aquele que cuida das coisas do seu interior, do seu coração! Gastamos um tempo demasiado para cuidar da nossa aparência externa e do que publicamos no nosso perfil virtual. É bom se cuidar, estar bem arrumado, mostrar nossas melhores fotos, mas não podemos ser aqueles sepulcros velhos que por fora são bem pintados, mas estão cheios de coisas velhas e estragadas por dentro. Nosso coração precisa ser o espelho daquilo que é a nossa vida, daquilo que passamos para os outros.

Por isso, a nossa primeira obrigação não é cuidar do nosso exterior, mas sim do nosso interior. 

Brilharemos mais, o nosso sorriso expressará mais amor e ternura à medida que cuidarmos do nosso interior! Uma árvore que está mal, estragada, não produzirá bons frutos. A árvore pode até parecer frondosa, bonita, pode até parecer que está florescendo, que está cheia de frutos para dar, mas se ela não estiver com uma raiz boa, seus frutos serão estragados. Assim vai ser também a nossa vida, não produziremos bons frutos se, por dentro, não estivermos arrumados.



Não tenhamos medo, gastemos tempo e energia para nos organizarmos por dentro.

Primeiro, para purificar o coração, para tirar de nós aquelas coisas velhas que não servem para nada. Às vezes, vamos acumulando tantas coisas dentro de nós, coisas negativas do nosso interior, que só nos deixam mal-humorados, zangados, irados, revoltados uns com os outros. Não é o outro quem nos provoca; na verdade, ele tira de nós aquilo que estamos guardando. Nas redes sociais surgem as "indiretas", as frases ofensivas, como se estivessem mandando um recado pouco agradável para alguém. Também tem os jogos virtuais. No ambiente de jogos construímos a imagem que queremos e muitas vezes usamos sentimos que não foram purificados e, embora, não tenha conteúdo inadequado, há produção de energia que não gera vida.

Depois de receber os estigmas de Cristo, Francisco ficou marcado com a expressão viva de santo ou sábio. Mas no sentido cristão, e de forma ainda mais expressiva, ele personifica o ferido que cura. Numa ocasião em que Frei Rufino tocou Francisco e colocou com curiosidade sua mão na chaga aberta do lado, Francisco se encolheu de dor. Como ele, nós também às vezes invadimos as feridas íntimas de outros – a mídia atual ganha muito com isto.

Nós sabemos como os nossos ferimentos mais profundos podem gritar de dor quando um pensamento, uma palavra ou ação desatenciosa toca neles. Às vezes estamos tão recheados sentimentos negativos que pouco olhamos o que temos produzido em ações e publicações que magoam o irmão.

É hora de produzirmos os melhores frutos, os bons frutos, que sejam saborosos de experimentar. Os outros só experimentarão os bons frutos que saem de nós se o nosso coração, se o nosso interior estiver lavado, purificado e renovado!

Ainda podemos acrescentar, nosso melhor deve ser partilhado com quem amamos e confiamos. As redes sociais favorecem o contato com pessoas novas que, se têm alguma afinidade com uma coisa que gostamos, se tornam "amigos de infância". Por mais inofensivo que pareça, nosso tesouro interior só deve ser partilhado com o tesouro que DEUS selecionou para nós - nossa família. 


Discernimento, eis a questão! É do que mais se precisa, num tempo de tanta complexidade nas relações pessoais e virtuais. Hoje a convivência entre as pessoas está sendo modificada pelas salas de bate-papo e programas de mensagens em computadores, tablets ou smartphones. Nesse mundo não existe não.

É um mundo sem limites, em que cada um pode ser e ter o que queira. Já não se fala; se digita. Já não se pede; se clica. Nossos jovens estão sendo educados nessa nova realidade. Inimaginável o que está por vir. Para melhor ou para pior? Só o futuro dirá.

AS VANTAGENS DA INTERNET


Conversar com pessoas diferentes, viajar por locais desconhecidos, ter acesso a informação, poder compartilhar o quer que seja com quem quer que seja, assistir a vídeos, jogar etc, podem ajudar muito às crianças e aos adolescentes a crescerem de forma saudável. A Internet pode proporcionar tudo isso de forma simples. Privar os adolescentes dessas possibilidades pode ser injusto. Já vão longe os dias da enciclopédia Barsa ou Delta Júnior! As pesquisas na Internet não só são rápidas e fáceis como mais abrangentes e atuais. Não estamos mais na época dos difíceis e limitados telefonemas! Falamos com as pessoas vendo-as, estejam elas na casa vizinha ou do outro lado da Terra. E que dizer das demoradas cartas saudosas? Hoje nos correspondemos em tempo real. E quando alguém viaja? Chegou bem? A resposta à nossa indagação por vezes só chegava depois que a pessoa já havia retornado. Atualmente podemos acompanhar as pessoas pelas estradas e termos notícias delas em tempo real. Antes era comum os pais chamarem atenção dos adolescentes que ficavam muito tempo ao telefone. Agora, ficam tão absorvidos pelos celulares e tablets e nem ouvem o que se fala à volta.

OS PERIGOS DA INTERNET


Quando um adolescente está ligado à Internet, nem sempre se sabe com quem está falando e nem o que faz. E mais, mesmo assistindo a um simples desenho animado ou baixando um joguinho, as crianças e adolescentes estão entrando nos perigos do mundo virtual.

Acrescente-se ainda que a Internet cria dependência e pode distorcer ou anular outras formas mais pessoais de se relacionar. Além do bombardeio de publicidade, exposição a conteúdos inadequados, como pornografia e violência, e contato com pessoas mal-intencionadas são alguns dos riscos do uso da tecnologia sem supervisão. O bullying, que nos ambientes virtuais causa um efeito ainda mais devastador em suas vítimas, também preocupa pais e educadores. As crianças e os adolescentes não estão preparados para fazer um uso seguro da rede mundial de computadores.Falta a consciência da responsabilidade pelos atos no mundo real e virtual, que deve ser ensinada desde cedo. Julgamentos indevidos, ofensas, preconceito e discriminação são comuns e muitas crianças e adolescentes acham que podem fazer o mesmo devido ao mau exemplo de outros usuários e a força do anonimato.


Fonte: Encontro Reflexivo IMMF disponível em http://www.jufrabrasil.org/2016/10/semana-nacional-de-immf-2016.html
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Jéssica Pires