O primeiro Educador Franciscano



São Francisco pede a Frei Antonio para ser Professor de Teologia para ensinar os frades. Dirigindo-se a ele, Francisco o chama de “meu Bispo”. “Bispo” foi utilizado em sinal de respeito à função de professor de Teologia.(Piccolo,2005)

Frei Agostinho relata em seu livro: Francisco de Assis: por uma pedagogia humanista que o Concílio do Latrão IV(1215) confiava aos Bispos esse serviço, além da missão de pregar e era dever executá-lo por si ou por outros com capacidade de realizar tal tarefa. O Professor tinha a missão de ensinar com doçura, ser modelo vivo. Essa atitude é reconhecida por Francisco em Frei Antonio e por isso confia a ele a missão de ensinar a teologia aos frades, mas orienta: “Apraz-me que ensines a sagrada Teologia aos Irmãos, contanto que nesse estudo, não extingas o espírito de oração e devoção, como está contido na Regra” (PICCOLO, 2005. P.86).

Com isso podemos dizer que Frei Antonio foi o primeiro educador franciscano, tornou-se para os franciscanos um exemplo de vida, unindo o estudo, a devoção, a profunda intimidade com Deus. Foi um humano que passou apenas 36 anos presente visivelmente neste mundo, mas que mesmo após sua passagem à vida eterna, continuou e continua vivo  nos corações  das pessoas.

Pode surgir em nossos pensamentos, mas ele era “santo”, porém olhando a vida de Frei Antonio, hoje proclamado Santo, vemos  que tudo o que fez foi exercitar-se para ser humano e se colocou  totalmente nas mãos da Divina Providência.

Parece que para ser santo umas das primeiras atitudes a concretizar é a de ser humano consigo mesmo e com os outros. Por isso, o Educador Franciscano, estará sempre atento para ver se educa e deixa-se educar com humanidade.

Podemos nos perguntar, mas como ser e viver como educador(a) franciscano(a)? Segundo Piccolo (2005), assim como Francisco descreveu como seria um “Frade Perfeito” (2EP85), talvez Francisco dissesse: um bom Educador Franciscano seria aquele que harmonizasse em si as seguintes qualidades:

Uma pessoa bem humana, de afeto, de testemunho por seu exemplo de vida;
Uma pessoa que sabe acolher e ser presença animadora;
Uma pessoa de coração solidário e fraterno;
Uma pessoa de sabedoria, competente na sua matéria e atualizada;
Uma pessoa de espírito comunitário, de cortesia;
Uma pessoa de idealismo, sonho e esperança;
Uma pessoa de misericórdia e vigor;
Uma pessoa de paz;
Uma pessoa de vida interior;

E agora como unir todas essas qualidades em uma pessoa só? Intui-se que no primeiro momento é necessário tomar consciência da importância e do potencial de ser humano, depois, cultivar diariamente essas qualidades e como diz Santo Antonio: “Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa“, isto é, estar atento a todos os sinais da realidade onde está, prestar atenção nos pequenos gestos de humanização que se pode realizar. Contudo, no lugar de murmurar por não dar conta de realizar grandes coisas, se alegrar pelas pequenas que consegue concretizar.

Se todo o educador franciscano se colocar na disposição de cultivar e cuidar dessas qualidades em si mesmo, provavelmente o mundo se tornará mais fraterno e mais justo.

Os educandos que passam por sua vida também serão mais humanos, fraternos, solidários. Provavelmente mais pessoas se tornarão comprometidas com a justiça, com a partilha, com a tolerância, com a solidariedade, com o perdão, com a paz e o bem, etc.

Enfim, todo o Universo se unirá numa grande harmonia, cantando e dançando a partir das diversidades num encontro profundo com todos os seres, onde tudo e todos se alegram numa partilha solidária, onde a  humanidade se revela plenamente, e o Reino de Deus se faz presente.

Sendo assim, cultivar o ser Educador (a) Franciscano (a) sempre inicia com a

Esperança de ser filho/a de

Deus, o qual criou o

Universo, dando ao ser humano a graça da

Criatividade para viver a

Alegria e com

Dedicação buscar sempre

Orientação por meio da oração para

Restaurar e resgatar a

(A)titude de

Fidelidade  seguida da

Responsabilidade de

Amar e com

Naturalidade

Construir uma

Identidade humana que se dispõe ao

Serviço dos irmãos no seguimento de Jesus

Cristo, O primeiro que

Amou e ensinou como amar e como

Navegar num

Oceano cheio de desafios, como é o mundo atual e sem dúvida só com o

(A)mor tudo será vencido, concretizado, experimentado, construído e constituído um(a) bom (a) Educador(a) Franciscano(a).

Não deixe para amanhã, comece agora a cultivar as qualidades que constitui um (a) Educador (a) Franciscano (a)…

Com ternura,
Ir. Ana Lucia, ffdp

Publicado em 14/06/2013
Disponível em http://franciscanasprovidencia.org.br/o-primeiro-educador-franciscano.html
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Jéssica Pires