Encontro Fraterno: Dia Nacional da Juventude



No mesmo domingo em que vivemos o segundo turno das eleições municipais em nossa cidade (30/10), um dia especial para orarmos em intenção a coligação eleita para que olhe e assuma seu papel responsável para com toda a comunidade e casa comum, também vivemos um momento especial em nossa fraternidade com um encontro fraterno diferente com o tema Juventude e Nossa Casa Comum, como comemoração do Dia Nacional da Juventude (comemorado nesta mesma data).

Este foi o segundo encontro guiado pela DHJUPIC e contou com momento de escuta e formação e um momento de reflexão onde pensamos e compartilhamos experiências, reflexões e ideias a respeito de educação e conversão ecológica.

Além da data especial recebemos também mais pessoas especiais.

A nossa nova jufrista Ana, mais uma representante latina, que se agrega ao grupo neste momento do qual esperamos que seja o primeiro de uma longa e linda caminhada.
E também a de SECRETÁRIA NACIONAL DE INFÂNCIA, MICRO E MINI-FRANCISCANOS Sabrina Ferreira da Silva de Fortaleza/CE que estava a passeio em Floripa e deu-nos a surpresa feliz de tê-la conosco.



Sobre o ENCONTRO FRATERNO DO DNJ


Os pontos propostos como preparação para o Dia Nacional da Juventude (DNJ), que procura apresentar à sociedade, de modo especial às juventudes, um caminho em que a dignidade humana é parte fundamental para que haja vida plena. 

Nesse encontro, colocamos “a pessoa humana no centro da Criação”, mas em relação com tudo o que vive, pois, “o nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o ser ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos” (Laudato Si’, n.º 2). Também nos colocamos em “comunhão universal com a casa comum”, “isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde.” (Laudato Si’, n.º 89). Ainda, queremos manifestar uma “conversão ecológica”, que nos leve a assumir passos concretos no cuidado com a Criação, visto que “antes de tudo é a humanidade que precisa mudar.” (Laudato Si’, n.º 202). 

Pedimos que todos fechassem os olhos, que prestassem atenção no ar que passa por nossas narinas, entrando, preenchendo nossos pulmões e saindo compondo algo maior. Este ar que toca de leve nosso corpo é o mesmo ar que toca de todas criaturas, e esse movimento faz parte do Dom da vida que Deus nos deu.
Ficamos um momento de olhos fechados, prestando atenção neste movimento e escutando a "Formação".

“Formação”

 “No ápice da Sua criação, como “muito bom” (Gênesis 1,31), o Criador coloca o homem. Só o homem e a mulher, entre todas as criaturas, foram queridos por Deus, “à sua imagem” (Gênesis 1,27): a eles o Senhor confia a responsabilidade sobre toda a criação, a tarefa de tutelar a harmonia e o desenvolvimento (cf. Gênesis 1,16-30).” (Doutrina Social da Igreja, n. 451)

A afirmação fundamental da Bíblia é que Deus criou o mundo e o ser humano (Gênesis 1,1-31). A fé não diz nada sobre como isso aconteceu. O relato bíblico procura descrever em imagens o mistério da criação, e na atualidade esses relatos não contradizem os avanços da ciência nesse campo. A fé não substitui a ciência (Doutrina Social da Igreja, n. 457). Interpreta o que podemos conhecer a partir de outra perspectiva: “E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gênesis 1,31). Qual a razão mais profunda de tudo isso? “Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos, vejo a lua e as estrelas que criaste: que coisa é o ser humano, para dele te lembrares [?]” (Salmo 8,4-5).

Eu fui criado. Isto significa: eu não criei a mim mesmo. Sei naturalmente que fui gerado por meus pais; mas em tudo que posso perceber biologicamente valem as afirmações mais profundas: fui criado, formado, estruturado por Deus. Não sou produto do acaso. O profeta Isaías diz que Deus nos criou e nos formou para a sua glória (cf. Isaías 43,7). A todo tempo sou criado e amparado por Deus. Viver em sintonia com Deus e me comportar como criatura, coloca-me em sintonia com a natureza e seu real significado. A natureza é criação e sinto nela o Criador. Muitos jovens amam a natureza e fazem nela experiências espirituais importantes, que são sempre experiências de Deus. Sou parte dessa criação e como ela sou convidado a ressuscitar todos os dias (Laudato Si’, n. 139). Fomos concebidos no coração de Deus. (Laudato Si’, n. 65).

“O bem comum pressupõe o respeito pela pessoa humana enquanto tal, com direitos fundamentais e inalienáveis orientados para o seu desenvolvimento integral. Exige também os dispositivos de bem-estar e segurança social e o desenvolvimento de vários grupos intermédios, aplicando o princípio da subsidiariedade”. (Laudato Si’, n. 157)

O Papa Francisco nos convida a observar a realidade para compreender os cuidados que devemos ter com a nossa casa para que se torne um bem comum. Quando não colocamos este olhar no nosso projeto de vida podemos estar “inconscientemente” contribuindo com os diversos problemas sociais/ecológicos atuais e futuros. 

Este convite nos provoca também a pensar nas futuras gerações que ocuparão a nossa casa comum (a terra), pois “se a terra nos é dada, não podemos pensar apenas a partir de um critério utilitarista de eficiência e produtividade para o lucro individual” (cf. Laudato Si’, n. 159). Seguindo este pensamento somos convidados/as a uma comunhão universal com a casa comum para garantir a paz social, nos reconhecendo e reconhecendo os/as que virão como parte da natureza e criando meios de vida pautados em valores de solidariedade.

O Papa Francisco, nos convida a pensar e dialogar acerca das condições de vida e sobrevivência de uma sociedade no ambiente em que ela está inserida. É o que denominamos de ecologia integral, onde nos colocamos como parte da natureza. A partir do momento que nos identificamos como parte da natureza, somos provocados a refletir sobre os modos de vida e consumo das sociedades e as consequências muitas vezes sofridas pelo mau uso do espaço da “casa comum”. Uma sociedade ecologicamente “equilibrada”, sem a cultura do consumismo descartável, torna-se fundamental na garantia da vida da sua juventude, desenvolvendo também políticas de sustentabilidade. Quando incentivamos na construção de um projeto de vida que esteja incorporado o social e/o ambiente estamos contribuindo na construção de um novo “céu e uma nova terra” (Isaías 65,17).

“São Francisco, fiel à Sagrada Escritura, propõe-nos reconhecer a natureza como um livro esplêndido onde Deus nos fala e transmite algo de sua beleza e bondade: “Partindo da grandeza e beleza das criaturas, pode- -se chegar a ver, por analogia a seu Criador” (Sabedoria 13,5) e “as perfeições invisíveis de Deus – não somente seu poder eterno, mas 39 também a sua eterna divindade – são percebidas pelo intelecto, através de suas obras, desde a criação do mundo (Romanos 1,20)”. (Laudato Si’, n. 12). 

Neste caminho de conversão interior, comunhão e amor à criação, não poderíamos nos esquecer de São Francisco de Assis, que vivia numa profunda harmonia com a natureza, num senso perfeito da beleza e importância da obra de Deus, como sinais claros de sua existência. Essa conversão nos conduz a diversas atitudes; a primeira é o reconhecimento do meio ambiente como dom de Deus, pois D’Ele tudo provém e, consequentemente uma ação harmoniosa com todos os seres. 

Quando nos abrimos a toda essa mudança interior e nos disponibilizamos a essa cultura ecológica, percebemos que muito precisa ser feito no âmbito de mudar nosso estilo de vida e abrir os olhos para o mundo!


REFLEXÃO


Para realizarmos nossa reflexão de modo que todos participassem brincamos de batata quente :) Com uma música instrumental tocada ao violão pelo Gabriel, passamos um saquinho de mão em mão, quando a música parasse o irmão ou irmã que tivesse com o objeto em mãos, devia tirar um papelzinho e ler o escrito nele para a reflexão, ele ou ela deve falar o que pensa sobre a frase que tirou e o grupo deve também refletir.

As questões tiradas foram:

  • Qual ação concreta o grupo pode fazer para mudar essa realidade da comunidade?
  • O que temos feito para economizar e conscientizar os outros da importância daE a preservação da biodiversidade, onde milhares de espécies vegetais e animais têm desaparecido há um ritmo assustador, efeito das explorações criminosas ao meio ambiente? 
A Reflexões trouxe metas e ações que a JUFRA FLORIPA pode e deve vir a realizar e também muitas questões sobre que tipo de conversão ecológica queremos para nós e para nossa casa comum.

Não olhemos como meros espectadores para a criação que geme como dores de parto (Romanos 8,22), mas sejamos verdadeiros agentes de transformação!

PARA REFLEXÃO DA PALAVRA DE DEUS LEMOS Livro do Levítico 19,9-10;

Ao fim, nossa reflexão consumiu de forma saudável grande parte de nosso tempo e nossa conversa sobre o ROTA 300 ficou para um outro momento. 

Terminamos todos juntos com a “Oração Pela Nossa Terra” (Laudato Si’, n. 246)

“Deus Onipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. 

Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. 

Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. 

Obrigado porque estás conosco todos os dias. 
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.” 

E antes de nos dirigirmos para a missa comemoramos com um canto de parabéns caloroso para nosso Assistente Espiritual, sempre presente, Frei Frigo que nos ofertou um café com bolo apetitoso para celebrar a vida! Presenteamos ele, todos juntos, com chocolates que logo recebido foi compartilhado com toda fraternidade. <3 div="" nbsp="">


Temporizador do Celular não querendo registrar corretamente.

Temporizador do Celular registrando corretamente.


Encontro Fraterno: Dia Nacional da Juventude Encontro Fraterno: Dia Nacional da Juventude Reviewed by Juventude Franciscana Florianópolis on 30.10.16 Rating: 5

Nenhum comentário:

Deixe aqui o seu comentário! A Juventude Franciscana alegre-se em receber sua mensagem! Gratidão! Paz e Bem.

Jéssica Pires